Luis Cordoni Junior, médico, docente da UEL, ex-secretário de Estado da Saúde do Paraná e um dos fundadores do iNESCO, faleceu em 2 de agosto, aos 69 anos

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Luis Cordoni Junior, médico, docente da UEL, ex-secretário de Estado da Saúde do Paraná e um dos fundadores do iNESCO, faleceu em 2 de agosto, aos 69 anos, após 56 dias internado na UTI do Hospital Evangélico de Londrina, em virtude de complicações pós-operatórias de cirurgia a que foi submetido para tratamento de câncer no aparelho digestivo.

Nascido em 9 de agosto de 1947,  o professor Cordoni, como era conhecido, era médico formado pela Universidade Estadual de Londrina na primeira turma, em 1972. Especialista em Pediatria, concluiu a Residência nessa área no Hospital Universitário da UEL em 1974, tornando-se professor de Medicina na mesma universidade em 1975. Fez estudos de pós-graduação na USP, Mestrado e Doutorado em Medicina Preventiva e em Saúde Pública.

Entre 1983 e 1987 foi Secretário de Estado da Saúde do Paraná, durante o Governo José Richa, quando tiveram grande desenvolvimento em todo o Estado as  Ações Integradas de Saúde (AIS) e a descentralização dos serviços com forte apoio estadual para os municípios. Durante sua gestão foram realizados os primeiros Encontros de Saúde Comunitária em todas as regiões do Paraná, resultando na delegação estadual mais numerosa e ativa por ocasião da 8a Conferência Nacional de Saúde (1986) que aprovou as principais teses do Movimento da Reforma Sanitária, dentre elas o Sistema Único de Saúde (SUS), incorporadas na nova Constituição do Brasil durante a Assembleia Nacional Constituinte.

Nos anos de 1990, foi Diretor do Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição (INAN). Foi um dos fundadores e primeiro presidente do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (NESCO/INESCO). Também foi editor científico da Revista Espaço para a Saúde durante muitos anos. Foi fundador do Centro Brasileiro de Estudos da Saúde (CEBES) e da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (ABRASCO), tendo integrado suas diretorias e conselhos em várias oportunidades.

Iniciou suas atividades científicas ainda como estudante, tendo produzido dezenas de trabalhos científicos após o primeiro “Ascaris, o Embaixador”, publicado no Jornal do Centro Acadêmico Pedreira de Freitas (CAPEF), no final dos anos 1960 e no qual denunciava as mazelas do setor saúde. Em anos recentes atuou como Professor-Sênior no Programa de Pós-graduação (Mestrado e Doutorado) em Saúde Coletiva da UEL, do qual foi um dos criadores há 27 anos, tendo contribuído para o desenvolvimento e conclusão de dezenas de Dissertações e de Teses de profissionais que atuam em muitas Instituições de Ensino Superior e municípios paranaenses e em vários outros estados. Como docente e pesquisador participou de Cursos, Bancas de Teses e concursos em instituições nacionais e estaduais.

Foi casado com Neusa de Freitas e Regina Menezes, com quem teve filhas e filho, Mariana, Lia e Daniel. Com certeza fará bastante falta aos seus familiares. Mas fará também muita falta para os seus amigos, para a Saúde Pública e para o Ensino em Saúde. Levou uma vida digna e honrada! Esses valores farão parte do seu legado.

João Campos, Marcio Almeida e Diretoria do iNESCO