iNESCO preserva acervo da Associação Médica de Londrina

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Iniciativa do iNESCO, projeto desenvolvido com o Museu Histórico e projeto de pesquisa da UEL vai recuperar e conservar o acervo documental da Associação Médica de Londrina, para preservar a memória da Medicina na região Norte do Paraná.

Os três estagiários com João Campos (iNESCO), Leticia Molina, professora e coordenadora do projeto de pesquisa da UEL e Rosângela Haddad (Museu)

A formalização de convênio entre o Instituto de Estudos em Saúde Coletiva-iNESCO, Associação Médica de Londrina-AML e o Museu Histórico de Londrina/UEL, para resgate do acervo documental e fotográfico do Centro de Documentação e Memória da AML, foi realizado no primeiro semestre de 2017, ainda como parte das atividades comemorativas aos 75 anos da Associação Médica.
Iniciado em agosto, ganhou o apoio de um Projeto de Pesquisa do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina, intitulado “Centros de memória como preservação das memórias coletiva e social: entre lembrar e esquecer”, que está sob a coordenação da professora Leticia Gorri Molina.

“A ideia é que o trabalho de restauração e catalogação de todo o acervo da AML seja uma vertente deste projeto”, explica a coordenadora, enfatizando que o grande objetivo de mais esta parceria da UEL ao projeto idealizado e proposto ainda em 2016 pelo Inesco à direção da AML, é o de criar uma memória que cause um impacto e uma lembrança da Associação junto a sociedade londrinense. “Os 75 anos de história da AML, sem dúvida se confunde com a história de Londrina. Precisamos resgatar essa memória da Entidade também junto à sociedade”, diz a professora Leticia Molina.

Segundo o diretor presidente do iNESCO, o médico João Campos, o acordo visa somar esforços de ambas as partes para incentivar e facilitar a cooperação mútua nos campos do ensino, da pesquisa científica e técnica, bem como intercâmbio acadêmico e cultural.

“Na prática, este trabalho completará, em dimensão extremamente ampliada, o que já havíamos iniciado há quatro anos, quando criamos o Centro de Documentação e Pesquisa sobre a Saúde Pública em Londrina Dr. Dalton Fonseca Paranaguá, e que doamos ao Museu Histórico de Londrina. Agora, com a recuperação de seu acervo, a AML terá condições de criar seu próprio espaço, seu próprio museu”. João Campos comenta ainda que, com a finalidade de cumprir o objetivo previsto, as entidades concordam em desenvolver programas conjuntos, visando apoiar financeiramente e tecnicamente os estagiários envolvidos; participação conjunta na organização de eventos relacionados à aprendizagem e à disseminação do conhecimento em memória da saúde pública e permuta de periódicos, de trabalhos e resultados científicos, necessários ao desenvolvimento das atividades que em conjunto venham a desenvolver.

Todas as atividades que serão realizadas no âmbito deste convênio, ou seja, a recuperação em catalogação e arquivo museal dos documentos, fotos, depoimentos orais, livros, discos e equipamentos doados por médicos pioneiros e ou seus familiares, têm orientação geral da historiadora Regina Alegro e acompanhamento técnico de Rosângela Haddad, respectivamente diretora e bibliotecária do Museu Histórico de Londrina.

E os estagiários dos cursos de Arquivologia e História da UEL, que atuarão como bolsistas financiados pelo Inesco, já deram inicio ao processo de separação desses materiais, que atualmente estão armazenados na antiga sede da Associação – cujo prédio é atualmente ocupado em sistema de comodato pelo Sesi para o desenvolvimento de atividades culturais sob a chancela SESI/AML Cultural.
Regina Alegro, diretora do Museu Histórico, comenta que os trabalhos quem envolvem a organização do acervo, já foram iniciados. “No momento o SESI/AML está pintando o local para melhorar ainda mais nosso trabalho, e na sequência daremos continuidade ao processo de restauração. Estamos todos muito motivamos com essa parceria que prevê, mais do que o resgate do acervo da AML, o resgate histórico da medicina em nossa cidade”, completa da diretora do Museu.